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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

# Até que a religião nos separe de Deus

Para mim, caminhar com Cristo nunca foi garantia de vítória constante ou mesmo ausência das aflições cotidianas .

www.pitacocristao.blogspot.com

O interessante é que Nele, vencer sempre, pouco nos é proveitoso face a imensidão de vida que adquirimos diante de adversidades.

Para ser sincero, no início pouco sabia da prática de orar, e por isso me agarrava a tudo o que via e ouvia como gatilho para o Coração de Deus. 

Assim durante muito tempo a pauta permaneceu a mesma, jejuns constantes, orações incessantes, barganhas infindáveis de toma lá da cá, e o único efeito real que produziam em minha alma, era a sensação de um ego inchado mas vazio.

Me relacionar com Deus sempre foi sinônimo de crescer com Ele. No entanto, nada dessas práticas produziram verdades no íntimo, ou me deixaram em um estado que me permitisse respirar aliviado frente ao desconforto.

A tensão era constante.

Remar contra a maré e depois morrer na praia era o resumo da ópera.

É verdade que de início usei todas as estratégias que aprendia tanto emanadas dos púlpitos, através das conversas informais com homens de Deus ou simplesmente lendo um livro cristão.

E apesar de serem muitas as '' formas'', nunca trabalharam com eficácia no meu coração a ponto de poder iluminar trevas com a mesma facilidade que a verdade dita de maneira simples, pode operar.

Também busquei materialidades. Como busquei!

Até sacrifiquei a própria prosperidade na busca frenética por ela mesma.

Quanta loucura! 

Nada disso eu discernia, e o único resultado desse processo foi a angústia de um coração fatigado e cansado de esperar frente a resposta que não via.

Determinação, petição e muitas vezes ordenanças a Deus, para que operasse a meu favor, eu fazia.

Mas nada disso funcionava! 

Oh Meu Deus, me perdoe!

Quanto desperdício de energias do coração em crenças sem fundamento, sem pé nem cabeça, sem sanidade, mas era o que eu tinha!

Não estar alinhado com o evangelho dá nisso! 

Tropeções e escorregões de um existir incosciente, que insiste em seguir rumo ao caminho largo, só por que muitos debandam por ali.

Mas em Jesus, muitos desses ensinos ditos de deus não prevaleceriam frente a um pequeno feixe de luz de Seus ensinos.

Diante desse cenário, ou evaporam ou viram pó.

Assim muitos se encontram, ora pedindo o que não se deve, ora orando de si para si como o fariseu.

Bem verdade é que a verdadeira oração, crê que muitas coisas nos chegam com aparência do mal, no entanto nada mais são do que ações contínuas e eficazes das manifestações de Deus, para operação do bem.

Ansiamos sermos construídos Nele, no entanto não aceitamos que coisas precisam ser demolidas em nós: 

- aparatos superficiais, arranjos irreais e costumes de um mundo caído impregnando morte espiritual em todos aqueles que o reverenciam.

Condições estas, que acreditamos fazer parte de nosso ser, sem de fato ser a gente. 

Apenas compõem o conjunto de coisas e valores que o Mestre nos ensinou a levarmos pra cruz.

Isso você quer? 

Que Deus abençoe a todos nós!