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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

# A culpa toda é de Hollywood.

Quem pode dizer que em sua existência, não estás sempre a buscar a felicidade para si e para aqueles que ama?

www.pitacocristao.blogspot.com

Ser feliz é o que todo mundo busca ser, e isso fica bem definido no modo como vivemos e expressamos nossas angústias existênciais. 

Labutamos exaustivamente do lado de fora, e quase sempre sem nenhum progresso, a esperança que nos resta é a reiniciação do processo novamente.

Buscamos cores, brilhos, lantejoulas ou algo que possa purpurinar o tédio da vida.

Nos acostumamos a isso, pois diariamente somos o ramster a correr na gaiola, que persiste, mesmo sem chegar a lugar algum.

Muitos confundiram a excitação da busca, com a felicidade em si, mas esses são os que se perderam na nostalgia do caminho.

Afinal, uma grama de ilusão boa, vale mais que toneladas de realidade ruim, e viver sempre no último suspiro é mais excitante que qualquer coisa!

Porque nos tornar o alguém responsável pela felicidade completa de outra?

Isso é tragédia, e é muita responsabilidade!

Ou viver, com a pulsão da sangue-suga, se não chegamos a lugar nenhum?

Assim nesse jeito de ser, a vida vai virando uma gincana de vai e vens frustados, inconcluídos, e na maioria das vezes tediosos.

Nada é suficiente, nada realiza vida, e o preço é alto demais, para tanta propaganda enganosa.

A culpa toda é de Hollywood. 

Suas fórmulas de felicidade e receitas de sucesso, se enraizaram no inconsciente coletivo de todos nós e o resultado é isso que vemos aí: depressão, surto, histeria, loucura e nada de felicidade.

O pior é que esse aplicativo roda e se atualiza em constantes níveis, reafirmando em nós essas mentiras, algo que não tem nada a ver com o "eu" da gente. 

Mesmo assim prosseguimos, só pra ver no que vai dar, porque lá no fundo, sabemos que não precisamos de nada disso.

Em Jesus, nunca nada foi assim: 

- hoje em dia, tudo é muito raso e superficial! 

É muito culto a aparência e a imagem! 

Se o exterior estiver impecável, se pode quase tudo!

O que manda mesmo, é o figurino, a frequência de idas e vindas, o depósito no envelope, a não quebra da corrente, é dar a paz do senhor.

É fazer cara de santo e fingir que Deus não está vendo.

É cooperar com os propósitos genuínos da religião deixando-se levar pela clonificação do nosso ser em massa plastificada e sem vida, desde que se pareça com alguma coisa.

É se tornar outdoor ambulante de propaganda enganosa para propósitos e interesses farisaicos, que nunca tiveram nada a ver com o evangelho.

Quanta idiotice meu Deus! 

Enxergamos tudo isso, e quase já não conseguimos discernir essas verdades por que o cristianismo se tornou maior que Cristo. 

Se ouvimos que para ser feliz basta prestar atenção nas pequenas coisas e acolhê-las, viramos o rosto.

Viramos o rosto por que não queremos crer contra o modelo Hollywoodiano de ser, propagado nos filmes, nas novelas, nas mídias em gerais. 

Assim, não nos opomos ao que faz mal e entope o inconsciente, e que des-graçadamente é passado de geração em geração. 

Perdemos o interesse em ser, porque para nós o que vale é ter.

Não foi de graça que o filho pródigo, pediu ao pai o adiantamento de sua herança.

Aquela pulsão interior, des-graçadamente o importunava noite e dia a abandonar seus valores, em troca de uma promessa de vida cheia de experiências excitantes, regaladas a muita loucura e dissolução.



Recebido sua parte, partiu para o longe rumo a seus mais loucos sonhos, porque ficar perto de suas raízes, significaria ter sua existência monitorada.

No entanto, apesar de gastar centavo por centavo de tudo que possuía, não alcançou a felicidade que sua alma tanto almejava. 

Foi caindo em si e descobrindo que, o que lhe faltava não era algo extraordinário a ser conquistado exteriormente e sim algo extraordinário a ser discernido interiormente.

Mesmo assim, não se fazendo vítima de suas próprias circunstâncias, nem sendo covarde a sua situação, decidiu voltar.

Mas precisou desejar comer comida de porco e ir ficando cada vez mais moribundo até entender que, o essencial a vida é invisível aos olhos.

Ali jogado na sarjeta, o grande milagre que desfaria aquele nó existencial, aconteceu: 

- se lembrou, recordou e discerniu suas riquezas subjetivas e que havia deixado para trás: o lar, a família, a proteção, o cuidado, o carinho, o amor.

Por que para Jesus, ser feliz é dar a outra face para bater, é não cair em constantes desgastes emocionais, é ser livre e liberto do desejo de ofender. 

Por que para Jesus, ser feliz é ser humilde de espírito, é estar aberto as lições da vida até aprender em Deus que os valores mais importantes são alicerçados no desfrute da paz.

Por que para Jesus, ser feliz é ser manso de coração no meio de uma geração que auto se destrói, por que enquanto todos se digladiam e se matam, o manso fica para herdar a terra. 

Ser feliz para Jesus é levar a paz aonde não há, é pacificar quem está em meio a guerras exteriores e interiores.

Isso é ser feliz!

E esses são conceitos que quase ninguém hoje em dia quer. 

Felicidade é carro, é mansão, é jatinho particular, uma amante.

Paz não é felicidade.

Se não houver uma busca frenética pelas coisas, a vida não tem sentido.

Felicidade é ter sucesso nos negócios, mesmo que seja nescessário esmagar a cabeça do outro.

Ter o suficiente para viver, e estar contente não é felicidade, é loucura!

E aí? 

Qual modelo vai seguir?

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