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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

# Qual é a sua identidade?

Quando estava a matricular meu filho na escolinha de futebol, lembro que uma de suas principais preocupações era se os coleguinhas iriam gostar dele.

www.pitacocristao.blogspot.com

Claro que essa preocupação era plausível, uma vez que todos nós, tememos o que não conhecemos.

Mas minha resposta pra ele foi:

- se for você mesmo, as pessoas gostarão de você! E aqueles que não gostarem, pelo menos saberão quem você é! 

Isso é Obra de Deus! 

É ter a coragem de expressar o que está dentro de mim! 

É ter a ousadia de não macular o que é autêntico em nós e ter como propósito final não entrar no molde engessado da moral vigente a nossa volta, só pra agradar. 


Porque a Obra de Deus não tem muito a ver com o que falamos ou encenamos, mas na essência que flui.

Se é algo verdadeiro ou fantasioso, infantil ou cheio de maturidade. 

Se é a gente ou não.

O grande problema é que a maioria constrói uma imagem pessoal que nem gosta, e depois não dá conta de gerir o que não existe.

Depois é o outro que é o culpado!

Por muitos anos, pensei que a passagem em que Cristo nos ensina a negarmos o si mesmo, fosse a negação do nosso eu como gente.

Sofri muitas vezes calado e outras vezes, calei esse grito, achando que estava cumprindo a vontade de Deus.

Mas hoje penso diferente! Quanta doidura!

Aprendi que o si mesmo, não tem nada a ver com a pessoa que somos lá no fundo. 

Apenas englobam as construções superficiais e mentais que incorporamos ao longo da vida.

São camadas e mais camadas de um ser vazio e imaginário que vamos montando bloco a bloco.

A própria essência do nada somado aos impulsos de valores que não são os nossos, mas do mundo.

Assim vivendo, vamos atraindo e sendo atraídos por pessoas, coisas, circunstâncias ou acontecimentos que não tem nada a ver com a gente.

Por que o si mesmo é o software interior que rodando em nós, se atualiza segundo o curso deste mundo.

Um holograma pessoal que insconscientemente vai se instalando na epiderme da nossa alma até que a luz da consciência nos alerte sobre esse fato. 

Nem percebemos que está lá, mas que tem um potencial gigantesco na geração de angústias constantes no nosso íntimo.

Desconfio que há muitos, que no percurso de suas breves vidas, nunca se enxergaram quem são de fato.

Outros que se odeiam, sem nunca terem se discernido.

Agora, segundo Jesus, o único caminho para a dissolução disso é a negação dessa coisa em nós, para que assim o eu verdadeiro, possa fluir livremente em vida.

É a negação dessa imagem moldada pelo mundo e não pelos mandamentos do amor, que tanto impedem o crescimento e descobrimento de quem somos de fato.

É quando bebemos de nossa essência e comungamos com o nosso ser verdadeiro, nos conhecendo e nos aceitando.

Essa é a vontade de Deus. 

Essa é a pedrinha branca que somente aquele que a recebe sabe o que nela está escrito. 

E isso significa nos encontrarmos, nos conhecermos, nos amarmos sem medo.

Não desejando ser o que não se é, mas imbuído da vontade santa de querer descobrir o melhor de si, em Cristo sempre.


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